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As Tradições de Cura Ancestrais Africanas e a Prática de Constelações Familiares

As Tradições de Cura Ancestral Africanas e a Prática de Constelações Familiares

Por Tanja Meyburgh, 2010

 

Tanja Meyburgh é psicóloga, treinadora e supervisora ​​de Constelações de Sistemas e Famílias, e é colaboradora regular do jornal internacional de constelações, The Knowing Field.

Fundadora das Constelações Africanas, é a principal pioneira no trabalho de constelações na África do Sul, com 18 anos de experiência especializada neste área.

Ajudou organizações na África do Sul envolvidas com dependência, adoção, trauma, violência política, desenvolvimento comunitário e diversidade e, recentemente, Tanja foi cofundadora do Ancestral Connections, que integra a dança e as constelações, e da REAL Academy.

O seu trabalho é descrito, por quem a conhece, como gentil e incisivo. Tanja mora na Cidade do Cabo e o seu nome e trabalho estão intimamente ligados à conexão entre as tradições de cura ancestrais, e a prática de constelações familiares.

 

Desde a minha primeira experiência com constelações, na tradição de Bert Hellinger, em 2002, que soube intuitivamente que algo africano estava no seu centro. Intui que havia algo realmente importante a ser descoberto no encontro entre África e o Ocidente, na Constelação Familiar, e isso deu início a uma longa busca.  Este conhecimento tornou-se a chave para entender e garantir a minha saúde e bem-estar, a dos meus clientes, e o treino de facilitadores”.

 

No artigo que escreveu a este respeito, Tanja Meyburgh, mostra quão delicado e cauteloso é falar sobre a cultura africana. Passar para o papel este tipo de informação da sociedade tradicional africana, que o faz usualmente através de canções e histórias, e do professor para iniciar, deixou Tanja muito hesitante.

Depois de entrevistar de alguns formadores e facilitadores negros africanos, as duas conexões mais óbvias entre as Constelações Familiares e as crenças tradicionais africanas são confirmadas.

 

1) o reconhecimento de que nossos ancestrais são vitais para o nosso bem-estar:

“A cultura Zulu tem uma forte crença nos Ancestrais “Amadlozi”, em relação a se conectar com eles para apaziguar, liberar ou pedir certas coisas. Eles são considerados os nossos guias, e são compostos por pessoas que conhecemos e que deixaram este planeta. Constelar uma questão não resolvida é semelhante a fazer uma cerimónia, conversar com um antepassado”. (Zondi-Rees, 2007)

“A crença nos ancestrais está enraizada na necessidade ou desejo de preservar a memória de gerações passadas conhecidas, e linhagens conhecidas ou desconhecidas. A ênfase em reconhecer os excluídos é o alicerce da cura para várias doenças, como desconforto corporal, discórdia espiritual ou necessidade comum de afastar o infortúnio ou uma maldição que será projetada por espíritos malévolos. Os bons espíritos são reconhecidos e agradecidos por meio de cerimónias ou rituais de limpeza”. (Mthembu-Salter, 2005).

 

2) o uso de adivinhação por curandeiros africanos tradicionais para receber as mensagens dos ancestrais “jogando os ossos”.

Os ossos consistem em símbolos para vários membros da família, bem como elementos simbólicos relacionados à vida de uma pessoa: dinheiro, amor, poder, órgãos do corpo, força vital, etc”. (Tanja, 2010)

 

Nas terapias africanas, a leitura dos ossos pode ser usada para localizar patologias. No entanto, é mais vital revelar um padrão de relacionamentos patológicos afetados – e recursos. Os ossos revelam rituais e muthi (medicina) para estabelecer relações familiares e ancestrais. Da mesma forma, uma constelação familiar revela desconforto e recursos dentro de toda a constelação – ao invés da patologia do paciente. Uma constelação revela remédios (“muthi espiritual”): como se curvar ou dizer certas frases – que na verdade são pequenos atos de ritual cerimonial – para estabelecer relacionamentos”. (de Wet, 2010).

 

Perante estas constatações, Tanja questiona o que fez Bert Hellinger não reconhecer esta conexão? E equaciona se não terá sido intencional, como forma de respeitar a tradição e os costumes sagrados africanos.

 

Mas então o que Hellinger aprendeu com os líderes espirituais locais, numa época em que se esperava que ele os convertesse às suas próprias crenças?

Foi esta questão que moveu Tanja a mais e mais investigações e, aos poucos, lhe permitiu aclarar o que havia intuído: a conexão entre a Constelações familiares e as tradições africanas de cura:

 

  1. Reconhecimento de que nossos ancestrais e familiares estão profundamente ligados ao bem-estar e à doença, e que o relacionamento é simbiótico e de recursos mútuos.
  2. Compreender que o indivíduo é parte integrante de sua família e linhagem ancestral e nunca pode ser desconectado dela.
  3. Alinhamento em termos de ordem na família – quem vem primeiro, linhagem geracional e continuidade da árvore genealógica; incluindo levar em consideração aqueles que ainda podem causar problemas até serem reconhecidos e reconhecidos.
  4. A importância do efeito da parte excluída, ou questões na vida de uma família e de uma pessoa, seja ela consciente ou inconsciente.
  5. Cura usando o simbolismo.
  6. A representação espacial e física dos membros da família e elementos intrapsíquicos de “arremesso dos ossos” são semelhantes à colocação de representantes em constelações familiares.
  7. Honrar os mais velhos e a hierarquia de pais e filhos.
  8. Conexão com o falecido e o lugar legítimo dos mortos.
  9. Colapso do passado, presente e futuro em tempo e lugar definido pelo ritual / constelação.
  10.  A prescrição de rituais e cerimónias como dever de casa após a consulta.

 

 

Constelações familiares como ritual

 

Os rituais fazem parte das tradições africanas. De acordo com as observações registadas, e com os ancestrais africanos curandeiros que consultou, Tanja relata que a Constelação Familiar é considerada um ritual de alto nível, o que significa que tem muito “calor aleatório”. (energias que podem facilmente ligar-se a outros vulneráveis ​​e torná-los suas famílias doentes).

 

“Havia regras rígidas para a preparação dos participantes e facilitadores, bem como para o espaço criado em torno do próprio ritual. É considerado irresponsável não ter conhecimento dos diferentes níveis do processo ritual, ao realizar o trabalho ancestral e de cura”.

À medida que foi tendo acesso a esta informações, Tanja diz que alterou a sua intenção inicial. E, em vez de procurar o conhecimento Zulu / Africano por trás das Constelações Familiares, passou a olhar para a sabedoria tradicional africana, e perceber que contributo trazia às Constelações Familiares. E foi assim que o conhecimento oculto começou a ser fonte de um profundo insight.

 

Acredito que muito do que foi deixado de fora do campo tradicional da Constelação Familiar, tem a ver com os limites exigidos para o trabalho ritual seguro, e com a estrutura clara de treino e iniciação exigida para a cura ancestral. Não estou a defender um retorno a estruturas autoritárias maiores, mas sim uma homenagem aos processos rituais e de iniciação, como um meio de apoiar a saúde dos facilitadores e de seus clientes, incluindo isso conscientemente em workshops e treinos” (Tanja 2010)

 

Saúde do facilitador, clientes e representantes

 

De acordo com Tanja, na tradição africana, as regras para ritual, cerimónia e trabalho ancestral incluem um diálogo com os ancestrais, antes do evento, abstinência sexual e limpeza corporal antes e depois do evento, bem como queima de ervas quando os espíritos dos ancestrais são invocados.

 

De acordo com a sua perspetiva ocidental, Tanja sugere a função desses rituais:

  1. Criar consciência e preparação antecipada do corpo e da mente, e enfatizar a importância do autocuidado antes e depois da constelação.
  2. Conexão consciente com os recursos para obter suporte e força.
  3. Centrar o cliente e criar consciência da profundidade da cura ancestral – uma experiência de limiar que não deve ser abordada levianamente.
  4. Marcar o evento no tempo (com início e um fim claros).
  5. Reconhecer o papel do corpo, os seus limites e a proteção energética.

 

“Observar estes cinco aspetos melhorou dramaticamente os meus próprios níveis de saúde e energia, e dos clientes. Alterei a maneira como entro nas oficinas como facilitador, e como introduzo o processo aos participantes”.

 

 

Treinamento do curador / facilitador

 

Na maioria das tradições africanas para ser um curandeiro ancestral é necessário passar por um intenso processo de treino e iniciação.

 

“O sangoma de treino ou thwasa permanece de joelhos – e desvia os olhos ao falar com as pessoas. Apesar do aparente desequilíbrio de poder da posição, é um espaço rico e carregado para explorar as fronteiras de comunicação e intimidade. É como ter aulas de direção no mundo espiritual. À medida que o thwasa, acompanhado pelo ancestral-guia, toma conhecimento, transforma a ordem com novos níveis de intimidade. ” (De Wet, 2010).

 

Eu observei thwasa cujos joelhos estão magoados e a sangrar, duros e com calosidades. Ao princípio achei que fosse um estranho poder autoritário exercido pelo professor, mas com o tempo passei a perceber que esse posicionamento é o principal movimento necessário para facilitar o trabalho ancestral. Lembro-me que Hellinger também foi iniciado de joelhos na Igreja Católica. E integrei o “ajoelhar”:

 

 

 

Depois de todas as ponderações e hesitações sobre a redação deste artigo, um aluno, que recentemente se formou como curandeiro tradicional africano, com ancestrais africanos e alemães semelhantes aos meus, colocou de forma simples: constelações familiares como um sistema, são um resultado da maneira como a alma germânica integrou aspetos da cultura africana”. (Tanja, 2010)

 

 

 

Assista à Live com Tanja Meyburgh aqui: https://youtu.be/aQjV3a5K1T4

 

Tanja Meyburgh  é também uma das palestrantes do CONGRESSO DE CONSCIÊNCIA SISTÉMICA

 

 

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A Força do Pai (Paulo Pimont Berndt)

Paulo Pimont Berndt

 

Se reconectar com a Força do PAI, é ter um MASCULINO saudável

 

Nesta semana do Pai, escolhemos Paulo Pimont Berndt para honrarmos a figura masculina que nos deu a Vida.

(somos 50% pai e 50% mãe)

Quem acompanha o trabalho deste palestrante do congresso, sabe do seu contributo nesta tomada de consciência da Força do PAI.

 

Nas suas partilhas enquanto Pai, e no seu trabalho com o masculino, há mais de 15 anos, ele realça a característica que mais ouve por parte dos homens, a respeito dos seus Pais. “A AUSÊNCIA”!

 

“ A ausência é a grande ferida que nós homens carregamos em relação ao Pai. Na verdade, nós humanidade.”

 

Para este especialista em Terapia Familiar, o movimento de afastamento do Pai começou em meados do século XX, quando “ocorreu na europa e na América do Norte, uma mudança maciça. O Pai estava trabalhando, mas o filho não podia vê-lo trabalhar” (Bly, R. em João de Ferro).

 

No seu artigo “A Força do Pai”, Pimont afirma basear o seu trabalho neste autor, e faz a seguinte reflexão: “O patriarcado é uma estrutura interessante e complexa. Porque, na verdade, o patriarcado tem, em sua essência, o matriarcado. Pois, quem passa a maior parte do tempo fora, trabalhando para prover a família, que passa menos tempo com os filhos, é o Pai. Quem comanda a casa, educa os filhos e está perto durante toda a formação psíquica da criança é a Mãe.”

 

COMO AMAR O PAI?

“Digo uma coisa: amar ao Pai não é uma escolha. Todos nós temos um amor intrínseco ao nosso Pai que muitas vezes não reconhecemos. Nós temos uma carência interna dessa conexão, consciente ou não.“

 

“A mulher sai do corpo de uma mulher para se tornar uma mulher. O homem sai do corpo de uma mulher para se tornar uma outra coisa. Que outra coisa é essa? Então ele vê o Pai. Mas, muitos não veem o Pai! E nós vivemos numa sociedade doente, nesse sentido, da ausência do Pai. “

 

Esta ausência associada ao patriarcado e matriarcado leva Paulo Pimont Berndt, mais uma vez,  a citar Robert Bly, “O Pai leva pra casa hoje, geralmente, o humor irritadiço, consequência de sua impotência e do desespero misturado com a vergonha e o torpor há muito existente dentro desse homem. Peculiaridades aos que odeiam o seu trabalho.”

 

E ao constatar um pouco da sua realidade familiar, ele levanta mais algumas questões:

Você é homem e é Pai e tem o trabalho que ama? Você, homem ou mulher, teve um pai apaixonado pelo seu trabalho? Que chegava em casa empolgado pelo que ele tinha feito no trabalho? Contando as proezas daquilo que ele havia vivenciado lá no trabalho? São poucos os que se enquadram nesta realidade, normalmente o pai só traz stress.”

 

Refletir sobre estas questões faz-nos emergir na possibilidade de que, quando os filhos crescem com o Pai a dedicar horas e horas ao seu trabalho, inconscientemente, possam crescer com a sensação de que o Pai gosta mais do seu trabalho de que deles, e “nesse momento abre-se um buraco no coração desse menino”. (P. Pimont)

 

COMO RESGATAR A FORÇA DO PAI?

As características masculinas de um homem e de uma mulher fluem com naturalidade e saúde, quando eu tenho o fluir dessa energia, a que eu chamo de sagrado masculino.

 

Paulo Pimont Berndt diz que a maior parte do homens vive nesta luta interna, para ser o oposto dos Pais, e chega a associar a criminalidade a esta “ferida”, comum entre os rapazes não iniciados pelos mais velhos (Pais), mas entre si. “para se desenvolver um homem saudável, é necessária essa referência do mundo dos mais velhos. O Pai é a referência, a autoridade.”

 

A quantidade de histórias, vivências e terapias que assistiu, permitem-lhe reforçar esta ferida, mas mais do que isso, constatar que, independentemente do tipo de pai, da ausência ou presença, esta é uma jornada que exige reconhecimento. Pois, não há Pais ausentes.

 

Não importa o que ele fez ou o que ele não fez, não existe outro homem que deu mais do que ele. Porque ele,  junto com a sua mãe te deram a vida. E esse é o bem maior.”

 

E esta é a forma de nos conectarmos com a força do Pai! Ir até á conceção, e ver que temos o Pai que merecemos.

 

A força dos nossos Pais está em superar as feridas que eles carregavam. Essa é a nossa força também. Se reconectar com a força do Pai é ter um masculino saudável. É saber a hora de ser forte e ser um guerreiro, de estabelecer um propósito.

Sem essa conexão com o Pai, não existe masculino saudável”. (Paulo Pimont Berndt)

 

Pode ver aqui a live de Maria Gorjão Henriques com Paulo Pimont, sobre o tema Relacionamentos Amorosos.

 

 

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Jakob Schneider e a sua Experiência com Bert Hellinger

JAKOB SCHNEIDER

Formador e Supervisor de Formação Avançada em Constelações Familiares

 

Mais um dos nomes sonantes do Congresso. Um dos que privou com Bert Hellinger, e que em inúmeras publicações partilha um pouco desta experiência.

Experimentei o significado de uma efetiva catarse emocional. E não acredito que pudesse ter experimentado todos esses processos de trabalho com as emoções com qualquer outro terapeuta. Pois não acontecia ali um simples desabafo, havia nutrição materna, orientação paterna, força, clareza, capacidade de discernimento, uma observação e uma perceção extremamente aguçadas, uma linguagem precisa, uma mescla de intransigência e calor, de sabedoria e humor, às vezes, também, luta ou incompreensão do que estava acontecendo e do que podia ser utilizado ao longo dos dias. “

 

De acordo J. SCHNEIDER, Bert Hellinger dirigia os grupos de uma forma muito estruturada, focando sempre o participante. A sua dinâmica de grupo subordinava claramente o processo grupal ao progresso de cada um. Ele colocava o grupo ao serviço do trabalho individual, de uma forma muito direta e, às vezes, diretiva.

Uma estrutura e uma liderança claras, métodos simples, um pensamento desmitificado e muita dedicação humana, abriam espaço para as pessoas se moverem com ampla liberdade de interpretação e autodeterminação, para aprender, crescer e libertar problemas.

 

Para SCHNEIDER isto é talvez a chave mestra para entender o que há de novo no trabalho de Bert Hellinger, e no trabalho das constelações.

Todos Nós estamos envolvidos nos destinos familiares, e retomamos o que no sistema familiar reprimiu, excluiu, dividiu em sistemas, muitas vezes ao longo de gerações.

As constelações podem esclarecer isso. A partir de uma constelação abrem-se caminhos de solução e de cura, de crescimento, transformação e harmonização, que até então não tinham sido vistos dessa maneira no conjunto dos métodos psicoterapêuticos, na ajuda de vida ou na espiritualidade.

 

Jakob Schneider e sua esposa, Sieglinder Schneider, (também palestrante no congresso), conheceram Hellinger em 1981.

Tudo começou quando uma amiga nossa, em conversa comigo e com Sieglinde, minha esposa, falou de um certo Bert Hellinger que dirigia cursos de autoconhecimento em Ainring, perto de Freilassing. O relato das vivências dela esteve mais perto de me assustar. Disse que ele era um homem duro, mas incrivelmente bom … Já não me recordo bem do quadro que ela pintou. Mas Sieglinde aguçou os ouvidos e ligou imediatamente para esse Bert Hellinger. Depois de um ano de espera, conseguiu vaga num curso que estava prestes a acontecer. O que ela contou desse curso empolgou-me tanto, que também me inscrevi. Consegui uma vaga na primavera de 1981, num curso de autoconhecimento baseado na análise de roteiros de vida.”

 

Ambos fizeram formação com “o mestre”, e desde então trilharam o seu caminho na área das constelações.

Aquando do aniversário dos 85 anos de Bert Hellinger, Schneider partilhou um pouco da sua primeira constelação com ele: “numa rodada senti emergir em mim um sentimento forte que estava bloqueado. Bert colocou a imagem de meu pai atrás de mim, mas o bloqueio não se dissolveu.  Então ele mandou-me constelar minha família de origem. Havia apenas dois homens no grupo de doze pessoas. Confiei o papel de meu pai ao outro homem, e escolhi uma mulher para me representar. A vivência desta constelação foi impressionante para mim pela precisão com que os representantes reproduziram a dinâmica da minha família, e pela sensação de alívio instantâneo que senti ao assistir a tudo. A experiência daquela constelação marcou-me tanto que, na semana seguinte, experimentei dirigir uma constelação com um grupo de estudantes. Eu estava excitado, mas atuei sem hesitação, como se fosse um procedimento natural. E funcionou”.

 

Nos anos seguintes, através de muitos estágios com Hellinger, Schneider desenvolveu o seu trabalho com outros métodos, até que acabou por se fixar às constelações. “Eu orientei-me durante por muitos anos quase exclusivamente pelo método de Bert, porque ele simplesmente me convenceu, metódica e conceitualmente. E não precisei estudar ou aprender nada de cor. As coisas simplesmente se encaixaram”.

 

Schneider acrescenta ser especialmente grato a Bert Hellinger pelas oportunidades de aprendizagem que ele lhe proporcionou, sem condições ou controles, e pela permissão de adotar seu método de trabalho de acordo com as suas capacidades e o seu próprio contexto. “Sou grato a Bert Hellinger por me te aberto novos espaços intelectuais, novas amizades pessoais e novos círculos de colegas”.

 

Para Schneider, Bert Hellinger executou de forma exímia a distinção entre a consciência pessoal, que sentimos e que atua como um órgão de equilíbrio, visando assegurar o pertencimento a sistemas de relacionamento, e a voz coletiva do inconsciente, que só experimentamos através dos seus efeitos. “Esta é talvez a chave mestra para entender o que há de novo no trabalho de Bert Hellinger e no trabalho das constelações em processo de expansão:  nós, sem que o saibamos e queiramos, estamos envolvidos nos efeitos de destinos familiares decisivos, e retomamos o que no sistema familiar foi reprimido, excluído, dividido em sistemas, muitas vezes ao longo de gerações”.

 

Schneider conclui o artigo em que parabeniza Bert Hellinger (B.H) pelos seus 85 anos, salientando que “a expansão do trabalho das constelações é um sinal da fecundidade dos conceitos e da prática de B.H. . Mesmo no que nele me parece estranho ou inaceitável, há algo estimulante para novas perceções, novos experimentos e novos pensamentos”.

 

Participe no 2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE CONSCIÊNCIA SISTÉMICA, consulte o programa AQUI!

 

 

 

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Ser Mulher: Como Pode a Mulher Reconectar-se à Sua Verdadeira Força?

Somos 50% pai e 50% mãe, mas é com a mãe que a menina aprende a ser mulher. Esta influência da linhagem feminina vai muito além do que julgamos saber. Até que ponto ela nos pode influenciar? E como podemos encontrar este caminho de volta à origem?

 

Ser Mulher: Como Pode a Mulher Reconectar-se à Sua Verdadeira Força?

Quando revisitamos várias gerações de mulheres, através da abordagem sistémica, encontramos histórias familiares de ruturas, recomeços, relações de amor e poder, exclusão e servir. Todas presentes em nós: luz e sombra. O empoderamento nasce aqui, da reconciliação e cura da relação com as nossas ancestrais.

 

Anna Patrícia Chagas aborda a importância deste olhar sistémico sobre a construção da identidade feminina e da alma coletiva, em ressonância com toda a linhagem e histórias familiares transgeracionais de cada um de nós.

 

Isto é conseguido quando as mulheres se ligam à força da sua origem, à força de todas as mulheres que vieram antes, e aceitam a sua história da forma que ela foi. O mais desafiador é dizer sim à nossa história. Especialmente quando ela está envolta de dor, ou de situações que era mais fácil excluir e rejeitar. Só que é precisamente o que rejeitamos que se apodera de nós.

 

O trabalho da Anna Patrícia Chagas é bastante direcionado à linhagem feminina e ao processo de reconexão e cura com a ancestralidade. Há uma frase dela que não podemos deixar de citar:

 

Devemos olhar para o nosso útero, como para o nosso coração. Ele chora as dores do nosso feminino ferido.

 

É à medida que olhamos e nos ligamos a este órgão, que começamos um caminho de reconexão com a camada mais profunda do feminino, de cura da relação com a mãe e de honra às mulheres da linhagem.

 

Anna Patrícia Chagas é Psicóloga, Coach Sistémica, Consteladora Familiar e Terapeuta Comunitária e trabalha desde 1999 com famílias, casais e atendimentos terapêuticos. É Facilitadora de Círculos de Mulheres e Mentora de mulheres que desejam profissionalizar-se nesta área. Mestre em Ciências da Religião pela PUC-SP, foi professora universitária e coordenadora de cursos de pós-graduação em diferentes instituições

 

É também uma das palestrantes do Congresso de Consciência Sistémica, no qual facilitará uma palestra e um workshop imersivo sobre temática Relacionamentos Amorosos.

Para consultar o programa completo do Congresso – clique aqui! 

 

 

Pode completar esta visão sobre a Linhagem Feminina, pode assistir  à Live  realizada com a oradora no âmbito do Congresso de Consciência Sistémica:

 

 

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