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O DIREITO SISTÉMICO É UMA LUZ NO CAMPO DOS MEIOS ADEQUADOS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS por Sami Storch

A Visão do DIREITO SISTÉMICO, e a sua ação,  por Sami Storch.
Sami Storch é Juiz de Direito no Estado da Bahia, Mestre em Administração Pública e Governo e autor da expressão “Direito Sistémico” e do blog com o mesmo nome.
Convidámo-lo a escrever um pouco sobre a “sua  área”,
pelo que abaixo publicamos um dos textos que gentilmente nos enviou. 

(…) Há muito que se observa a incapacidade do Poder Judiciário em processar e julgar a quantidade de ações que lhe são apresentadas. A estrutura pessoal e material existente não é suficiente.

Por outro lado, já é reconhecida no meio jurídico e na sociedade, a necessidade de novos métodos de tratamento dos conflitos. Métodos que permitam não apenas uma decisão judicial que estabeleça, como deve ser, a solução para cada conflito — dizendo às partes quais os respetivos direitos e obrigações , mas também dar paz aos envolvidos. Permitindo que eles mantenham um bom relacionamento futuro e, inclusive, tratem de forma amigável outras questões que possam surgir.

A tradicional forma de lidar com conflitos no Sistema Judiciário já não é vista como a mais eficiente.

Uma sentença de mérito, proferida pelo juiz, quase sempre gera inconformismo e, não raro, desagrada a ambas as partes. Em muitos casos enseja a interposição de recursos e manobras processuais, ou extraprocessuais, que dificultam a execução. Como consequência, a pendência estende-se no tempo, gerando custos ao Estado, incerteza e sofrimento para as partes envolvidas.

Tal fenómeno é ainda mais visível nos conflitos de ordem familiar, que têm origem quase sempre numa história de amor, e geralmente envolve filhos.

A instrução processual é nociva para todos os envolvidos.

Cada testemunha que depõe a favor de uma parte pode trazer à tona fatos comprometedores relativos à outra, alimentando ressentimento e dificultando a paz. Assim, mesmo depois de julgada a ação, esgotados os recursos e efetivada a sentença, o conflito permanece.

A conciliação no âmbito judicial está instituída há bastante tempo na legislação brasileira, e é largamente aplicada nas causas cíveis, com mais ênfase naquelas relativas às Famílias.

Também para o tratamento relativo aos crimes de menor potencial ofensivo, a mesma lei prevê a composição civil dos danos como forma de resolver conflitos, evitando-se uma ação penal. Mas outros métodos também se tornam necessários para desafogar os tribunais e resolver os conflitos.

Há 12 anos que utilizo técnicas de constelações familiares sistémicas, obtendo bons resultados na facilitação das conciliações e na busca de soluções que tragam paz aos envolvidos nos conflitos submetidos à Justiça, em processos da “Vara de Família e Sucessões”, e também no tratamento de questões relativas à infância e juventude e à área criminal, mesmo em casos considerados bastante difíceis.

Trata-se de uma abordagem originalmente utilizada como método terapêutico pelo terapeuta e filósofo alemão Bert Hellinger, que a partir das constelações familiares desenvolveu uma ciência dos relacionamentos humanos, ao descobrir algumas ordens (leis sistémicas) que regem as relações. Essa ciência foi batizada pelo seu autor com o nome de Hellinger Sciencia.

O conhecimento de tais ordens conduz-nos a uma nova visão do Direito, e de como as leis podem ser elaboradas e aplicadas de modo a trazerem paz às relações.

A expressão “Direito Sistémico”, termo cunhado por mim quando lancei o blog Direito Sistémico (direitosistemico.wordpress.com), surgiu da análise do Direito sob uma ótica baseada nas ordens superiores que regem as relações humanas, conforme demonstram as constelações familiares desenvolvidas por Hellinger.

Segundo essa abordagem, diversos problemas enfrentados por um indivíduo (bloqueios, traumas e dificuldades de relacionamento, por exemplo) podem derivar de fatos graves ocorridos no passado não só do próprio indivíduo, mas também de sua família, em gerações anteriores, e que deixaram uma marca no sistema familiar. Mortes trágicas ou prematuras, abandonos, doenças graves, segredos, crimes, imigrações, relacionamentos desfeitos de forma “mal resolvida” e abortos são alguns dos acontecimentos que podem gerar emaranhamentos no sistema familiar, causando dificuldades em seus membros, mesmo em gerações futuras.

As constelações familiares consistem num trabalho onde pessoas são convidadas a representar membros da família de uma outra pessoa (o cliente), e, ao serem posicionadas umas em relação às outras, sentem como se fossem as próprias pessoas representadas, expressando os seus sentimentos de uma forma impressionante, ainda que não as conheçam.

Vêm à tona as dinâmicas ocultas no sistema do cliente, que lhe causam os transtornos, mesmo que relativas a fatos ocorridos em gerações passadas, inclusive fatos que ele desconhece. Podem-se propor frases e movimentos que desfaçam os emaranhamentos, restabelecendo-se a ordem, unindo os que no passado foram separados, proporcionando alívio a todos os membros da família e fazendo desaparecer a necessidade inconsciente do conflito, trazendo paz às relações.

“O Direito sistémico vê as partes em conflito como membros de um mesmo sistema, e ao mesmo tempo vê cada uma delas vinculada a outros sistemas dos quais simultaneamente fazem parte (família, categoria profissional, etnia, religião etc.) e procura encontrar uma solução que, considerando todo esse contexto, traga maior equilíbrio.”

Há temas que se apresentam com frequência: como lidar com os filhos na separação, as causas e soluções para a violência doméstica, questões relativas à guarda e alienação parental, problemas decorrentes do vício (em geral relacionado a dificuldades na relação com o pai), litígios em inventários nos quais se observa alguém que foi excluído ou desconsiderado no passado familiar, entre outros. Cada um dos presentes, mesmo os que se apresentem apenas como vítimas, pode frequentemente perceber de forma vivenciada que há algo na sua própria postura ou comportamento que, mesmo inconscientemente, estava a contribuir para a situação conflituosa. Essa perceção, por si só, é significativa e naturalmente favorece a solução.

Em ações de família, muitas vezes uma constelação simples, colocando representantes para o casal em conflito e os filhos, é suficiente para evidenciar a existência de dinâmicas como a alienação parental e o uso dos filhos como intermediários nos ataques mútuos, entre outros emaranhamentos possíveis. Essas explicações têm se mostrado eficazes na mediação de conflitos familiares e, em cerca 90% dos casos, as partes reduzem resistências e chegam a um acordo.

Em alguns tribunais, no Ministério Público e na Defensoria Pública, têm sido realizadas experiências na área criminal, com o objetivo de facilitar a pacificação dos conflitos e a melhoria dos relacionamentos, incluindo réu, vítima e respetivas famílias. As constelações têm servido de prática auxiliar no trabalho com a Justiça restaurativa, ajudando a preparar as partes e a comunidade envolvidas, para que possam dar um encaminhamento adequado à questão.

No âmbito penitenciário, multiplicam-se as práticas, visando proporcionar aos presos uma oportunidade de compreender as dinâmicas ocultas por trás do padrão criminoso, e olhar para onde está o amor que, de forma cega, os fez repetir os comportamentos antissociais já ocorridos em gerações passadas, na história da própria família.

As reações dos participantes têm indicado resultados notáveis.

Independentemente da aplicação da lei penal, acredito que as constelações possam reduzir as reincidências, auxiliar o agressor a cumprir a pena de forma mais tranquila e com mais aceitação, aliviar a dor da vítima e, quem sabe, desemaranhar o sistema para que não seja necessária outra pessoa da família se envolver novamente em crimes, como agressor ou vítima, por força da mesma dinâmica sistémica.

Durante e após o trabalho com constelações, os participantes têm demonstrado boa absorção dos assuntos tratados, um maior respeito e consideração em relação à outra parte envolvida, além da vontade de conciliar — o que se comprova também com os resultados das audiências realizadas semanas depois e com os relatos das partes e dos advogados da comarca.

SAMI STORCH

SAMI STORCH é também um dos palestrantes do CONGRESSO DE CONSCIÊNCIA SISTÉMICA, 
e estará presente em DUAS palestras na área temática DIREITO SISTÉMICO.

Assista também à live de SAMIT STORCH com a fundadora do Congresso, Maria Gorjão Henriques,

sobre o tema DIREITO SISTÉMICO.

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“A Doença é um Grito da Alma que nos Chama Para a Vida!” – Vera Boeing

Vera Lúcia Boeing é psicóloga e mestre em Psicologia e Formadora em Constelações Sistémicas Familiares, Organizacionais e de Saúde, tendo também formação internacional em Nova Medicina Germânica e Panorama Social. Atua na área clínica e organizacional, desde 1981, com desenvolvimento de pessoas e equipas.

No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Saúde (7 de Abril), convidamo-la a partilhar a sua visão sobre a Saúde e a importância de ter uma visão sistémica e integrada sobre este tema, pelo que ela generosamente nos deixa este texto:

” Como já dizia Hipócrates, pai da medicina ocidental, ”mente sã, corpo são” e, quando defino que, “a doença é um grito da alma que nos chama para a vida”, considero ainda que, se curamos a alma, curamos o corpo!

Este é o meu entender e te convido a passear por estas linhas, experimentando e desfrutando de tudo.

(…) Hamer e Hellinger pensaram sobre saúde e doença de uma forma, que podemos considerar, não inovadora, mas evoluída, pois olharam para o passado e resgataram aquilo que já era, de certa forma, praticado de maneira natural, por nossos ancestrais e que a própria biologia o faz. E se para haver evolução tem que haver preservação da informação, olharam para “memórias”, para o que foi preservado e nos deixaram um legado.

Dr. Hamer, decodificou aquilo que chama de “Cinco Leis Biológicas” que explicam as causas, o desenvolvimento, e a cura natural das “enfermidades” com base nos princípios biológicos naturais.

As Leis Biológicas que constituem esta verdadeira “Nova Medicina”, estão firmemente embasadas nas ciências naturais, e estão ao mesmo tempo em perfeita harmonia, com outras leis naturais, incluindo leis espirituais. E, é interessante que os espanhóis chamam a Nova Medicina Germânica (GNM) como “A Medicina Sagrada”, por essa verdade.

Bert Hellinger, com o conhecimento filosófico, depois psicológico e fenomenológico nos traz a compreensão sobre princípios da vida que chama de Leis do Amor, traduzindo aquilo que se mostra, vive-se e vê-se muito facilmente quando nos permitimos olhar aquilo que se mostra, ampliadamente.

(…) Quando Hamer diz que “a doença é um programa biológico de sobrevivência da espécie e do indivíduo”, Hellinger diz que “a doença é um movimento do espírito para curar a consciência familiar, levando o indivíduo a reconciliação com excluídos do seu clã”.

Hamer descobriu e comprovou que toda doença é a somatização de um conflito bloqueado. E Hellinguer diz que os conflitos bloqueados são rejeições à vida como ela é.

(…) Esse sofrimento, essa metáfora, é o que chamamos de doença, cuja “missão” é reconciliação entre um excluidor e um excluído, que haviam se desligado da vida e, o retorno a ela, consiste nesta reconciliação. Assim, neste olhar sistêmico das Constelações Familiares, o doente, descendente designado para denunciar esta exclusão e separação da vida, vai imitar os ancestrais com quem está intrincado, rejeitando a vida como ela é, excluindo ou sendo excluído. Quando o doente diz “sim” à sua situação, “sim” à doença, entra em sintonia com o movimento do espírito, iniciando-se a compensação adulta. E a força de cura começa a se manifestar.

(…) Nosso corpo é um depósito de memórias. Ele conta a história. É o resultado de todas as experiências, emoções, traumas e dores vivenciadas ao longo da nossa vida, desde o nosso nascimento. Tanto os lembrados como os não lembrados. E também nos habita a história que nossos ancestrais viveram ao longo das gerações. Levamos connosco os registros dos ocorridos e, mesmo que nos separemos da família de origem, levamos junto e isso nos condiciona, nos determina em silêncio, no nosso interior. E estas informações se mostram, na superfície, nas mais variadas e impensadas maneiras.

Daí a importância de aprendermos a conhecer e, sobretudo, escutar o corpo. Porque ele fala e somos falados por ele. E nesta expressão se manifestam sintomas múltiplos, indo até a enfermidade, e o que vem a luz é aquilo que carregamos, muitas vezes, sem saber.

O que é calado na primeira geração, a segunda leva no corpo!” Françoise Dolto

(…) A doença traz a mensagem e o caminho da cura só pode ser transitado através de um trabalho interior, buscando decifrar o que é que nos vem sendo dito, de que se trata e o que necessita ser escutado.

Também desejo que esta escrita tenha favorecido um novo olhar para a “doença”, acolhendo-a e agradecendo sobre o que ela tem a dizer. Qual a metáfora que o corpo está contanto para escutar este grito da alma chamando para despertar para a vida. Tomar a vida!

Assim, concluo este passeio com Nietzsche dizendo “Não gostaria de despedir-me ingratamente daquele tempo de severa enfermidade, cujo benefício ainda hoje não se esgotou para mim: assim como estou plenamente cônscio das vantagens que a minha instável saúde me dá, em relação a todos os robustos de espírito” – Nietzsche, Gaia Ciência, prólogo §3.

 

Para ler o artigo na íntegra clique aqui  –

Vera Boeing – “A doença é um grito da alma que nos chama para a vida”

Pode também assistir aqui à live de Maria Gorjão Henriques com Vera Lúcia Boeing , sobre o tema Saúde Sistémica

Vera Lúcia Boeing é também uma das palestrantes do Congresso de Consciência Sistémica, no qual facilitará uma palestra e um workshop imersivo na área temática Saúde Sistémica

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Jakob Schneider e a sua Experiência com Bert Hellinger

JAKOB SCHNEIDER

Formador e Supervisor de Formação Avançada em Constelações Familiares

Mais um dos nomes sonantes do Congresso. Um dos que privou com Bert Hellinger, e que em inúmeras publicações partilha um pouco desta experiência.

Experimentei o significado de uma efetiva catarse emocional. E não acredito que pudesse ter experimentado todos esses processos de trabalho com as emoções com qualquer outro terapeuta. Pois não acontecia ali um simples desabafo, havia nutrição materna, orientação paterna, força, clareza, capacidade de discernimento, uma observação e uma perceção extremamente aguçadas, uma linguagem precisa, uma mescla de intransigência e calor, de sabedoria e humor, às vezes, também, luta ou incompreensão do que estava acontecendo e do que podia ser utilizado ao longo dos dias. “

De acordo J. SCHNEIDER, Bert Hellinger dirigia os grupos de uma forma muito estruturada, focando sempre o participante. A sua dinâmica de grupo subordinava claramente o processo grupal ao progresso de cada um. Ele colocava o grupo ao serviço do trabalho individual, de uma forma muito direta e, às vezes, diretiva.

Uma estrutura e uma liderança claras, métodos simples, um pensamento desmitificado e muita dedicação humana, abriam espaço para as pessoas se moverem com ampla liberdade de interpretação e autodeterminação, para aprender, crescer e libertar problemas.

Para SCHNEIDER isto é talvez a chave mestra para entender o que há de novo no trabalho de Bert Hellinger, e no trabalho das constelações.

Todos Nós estamos envolvidos nos destinos familiares, e retomamos o que no sistema familiar reprimiu, excluiu, dividiu em sistemas, muitas vezes ao longo de gerações.

As constelações podem esclarecer isso. A partir de uma constelação abrem-se caminhos de solução e de cura, de crescimento, transformação e harmonização, que até então não tinham sido vistos dessa maneira no conjunto dos métodos psicoterapêuticos, na ajuda de vida ou na espiritualidade.

Jakob Schneider e sua esposa, Sieglinder Schneider, (também palestrante no congresso), conheceram Hellinger em 1981.

Tudo começou quando uma amiga nossa, em conversa comigo e com Sieglinde, minha esposa, falou de um certo Bert Hellinger que dirigia cursos de autoconhecimento em Ainring, perto de Freilassing. O relato das vivências dela esteve mais perto de me assustar. Disse que ele era um homem duro, mas incrivelmente bom … Já não me recordo bem do quadro que ela pintou. Mas Sieglinde aguçou os ouvidos e ligou imediatamente para esse Bert Hellinger. Depois de um ano de espera, conseguiu vaga num curso que estava prestes a acontecer. O que ela contou desse curso empolgou-me tanto, que também me inscrevi. Consegui uma vaga na primavera de 1981, num curso de autoconhecimento baseado na análise de roteiros de vida.”

Ambos fizeram formação com “o mestre”, e desde então trilharam o seu caminho na área das constelações.

Aquando do aniversário dos 85 anos de Bert Hellinger, Schneider partilhou um pouco da sua primeira constelação com ele: “numa rodada senti emergir em mim um sentimento forte que estava bloqueado. Bert colocou a imagem de meu pai atrás de mim, mas o bloqueio não se dissolveu.  Então ele mandou-me constelar minha família de origem. Havia apenas dois homens no grupo de doze pessoas. Confiei o papel de meu pai ao outro homem, e escolhi uma mulher para me representar. A vivência desta constelação foi impressionante para mim pela precisão com que os representantes reproduziram a dinâmica da minha família, e pela sensação de alívio instantâneo que senti ao assistir a tudo. A experiência daquela constelação marcou-me tanto que, na semana seguinte, experimentei dirigir uma constelação com um grupo de estudantes. Eu estava excitado, mas atuei sem hesitação, como se fosse um procedimento natural. E funcionou”.

Nos anos seguintes, através de muitos estágios com Hellinger, Schneider desenvolveu o seu trabalho com outros métodos, até que acabou por se fixar às constelações. “Eu orientei-me durante por muitos anos quase exclusivamente pelo método de Bert, porque ele simplesmente me convenceu, metódica e conceitualmente. E não precisei estudar ou aprender nada de cor. As coisas simplesmente se encaixaram”.

Schneider acrescenta ser especialmente grato a Bert Hellinger pelas oportunidades de aprendizagem que ele lhe proporcionou, sem condições ou controles, e pela permissão de adotar seu método de trabalho de acordo com as suas capacidades e o seu próprio contexto. “Sou grato a Bert Hellinger por me te aberto novos espaços intelectuais, novas amizades pessoais e novos círculos de colegas”.

Para Schneider, Bert Hellinger executou de forma exímia a distinção entre a consciência pessoal, que sentimos e que atua como um órgão de equilíbrio, visando assegurar o pertencimento a sistemas de relacionamento, e a voz coletiva do inconsciente, que só experimentamos através dos seus efeitos. “Esta é talvez a chave mestra para entender o que há de novo no trabalho de Bert Hellinger e no trabalho das constelações em processo de expansão:  nós, sem que o saibamos e queiramos, estamos envolvidos nos efeitos de destinos familiares decisivos, e retomamos o que no sistema familiar foi reprimido, excluído, dividido em sistemas, muitas vezes ao longo de gerações”.

Schneider conclui o artigo em que parabeniza Bert Hellinger (B.H) pelos seus 85 anos, salientando que “a expansão do trabalho das constelações é um sinal da fecundidade dos conceitos e da prática de B.H. . Mesmo no que nele me parece estranho ou inaceitável, há algo estimulante para novas perceções, novos experimentos e novos pensamentos”.