Brasil

Fernando Freitas

Saúde Sistémica
Médico Gastro Cirurgião, Psicoterapeuta Corporal e Facilitador de Constelações Familiares

Palestras

[Dia 2]
14.30 pm - 16.30 pm
Theme: Saúde Sistémica (Sala 3)
[Dia 3]
11.00 am - 12.00 am
Theme: Saúde Sistémica (Auditório)

BIOGRAFIA

– Médico Gastro Cirurgião (CRMESP-39.462);

– Psicoterapeuta corporal Neo-Reichiano (CBT em Análise Bioenergética, Biossíntese e Biodinâmica);

– Analista em Psicossomática;

– Constelador Sistémico Fenomenológico Familiar e Organizacional;

– Consultor e Coach Sistémico Empresarial;

– Professor convidado da Universidade de São Paulo – Medicina e Psicologia, UNIP e UNAERP;

– Criador da Abordagem Consciência Sistémica;

– Fundador e Presidente do IBRACS – Instituto Brasileiro de Consciência Sistémica;

– Escritor de Livros da Série: Vamos Ampliar a Consciência? – Editora IBRACS;

– Presidente do 4º Congresso de Constelação Sistémica e 2º Congresso Internacional de Constelação Sistémica realizado no IBRACS, em Ribeirão Preto, São Paulo, em 2019.

PALESTRA

A prática sistémica segue o caminho fenomenológico, mas sempre é cercada de questionamentos sobre suas bases científicas. E, com a evolução da Epigenética, ela ganha mais força em sua essência e atuação.

Este novo ramo da Genética revela que o funcionamento do DNA não é algo fixo e imutável como acreditávamos. A descoberta dos mecanismos epigenéticos mostra que a expressão de cada gene pode ser bloqueada ou liberada. Portanto, não basta a simples presença do gene. O seu funcionamento é controlado por vários processos bioquímicos que os cientistas começaram a descobrir nas últimas 7 décadas (metilação, histonas, entre outros).

O código genético é um grande sistema de memória que vem da evolução das espécies e nos define como seres humanos e etnias. Assim como os mecanismos epigenéticos são frutos da história de vida do indivíduo e de seus antepassados mais recentes.

Os estudos sobre o desenvolvimento desses moduladores genéticos revelaram que sua origem vem da relação do indivíduo com o seu meio. Entre os vários fatores envolvidos nesse processo podemos destacar: estresse, alimentação, poluição, qualidade de relacionamentos, interação do indivíduo com seu meio. E, se analisarmos com atenção, tudo isso tem relação direta com os emaranhamentos sistémicos

Os cientistas comprovaram que além dos mecanismos epigenéticos serem passados na reprodução das células, eles também seguem por várias gerações, através dos gametas. Portanto, um óvulo e um espermatozoide carregam duas heranças – a Genética e a Epigenética. E é dessa forma que a história de vida dos antepassados chega e atua nos descendentes.

Para ficar mais didático e ganhar um nível de compreensão melhor sobre essas dinâmicas de controle da expressão do gene, eu vou dividir a atuação epigenética em 4 dimensões:

  1. Herança Epigenética – vivências importantes das gerações anteriores incorporadas nos gametas. 
  2. Mundo Intrauterino – período fundamental de criação e mudanças desses mecanismos. O mundo emocional da mãe afeta o funcionamento do útero e, consequentemente, a formação do corpo e da fisiologia do embrião e do feto. 
  3. Infância – as principais experiências de vida que a criança passa até os 5 anos de idade afetam o significado de si mesmo, do outro e do seu propósito de vida. A família é o grande campo de influências.
  4. Relação Adulto-Criança – a capacidade de se tornar adulto e assumir a responsabilidade de cuidar de sua própria criança. Por isso ele tem o poder de entrar em contato com seus traumas infantis e emaranhamentos. Com isso pode promover a cura. Dessa forma é possível alterar os mecanismos epigenéticos e também influenciar nas próximas gerações. Isso pode ser feito através dos gametas e, também, ao promover uma gravidez e uma família mais saudável para as crianças.

A ampliação da consciência dessas etapas e das dinâmicas epigenéticas gera novos caminhos de compreensão dos sistemas e de como trabalhar para conduzir as pessoas e as famílias no caminho de uma vida bem mais saudável. E, dessa forma, ser capaz de solucionar traumas do passado, evitá-los no presente e criar um futuro melhor.