PORTUGAL

Joaquim Parra Marujo 

Povos, Nações e Territórios
Psicoterapeuta transpessoal, Professor Universitário e Sócio Fundador da Unitranspessoal

Palestras

[Dia 2]
16:30 pm - 18:30 pm
Theme: Povos, Nações e Territórios (Sala 2)

BIOGRAFIA

Joaquim Parra Marujo é psicoterapeuta transpessoal, professor universitário, diretor e investigador da Unitranspessoal: Unidade de Investigação-ação de Psicologia Transpessoal e Gerontologia e membro de: Sociedade Portuguesa de Geografia, International Association of Counselors and Therapists, Global Ageing Research Network (IAGG’s-GARN), New York Academy of Sciences, International Society for Gerontechnology, British Geriatrics Society, Associação de Antropólogos IberoAmericanos em Rede. Tem formação em antropologia (PhD), psicologia, clínica em saúde mental (MD), saúde mental comunitária, hipnose, métodos cénicos e corporais (teatro do oprimido, teatro holístico, psicodrama), PNL, coaching, gerontologia e formador em psicologia transpessoal e em constelações familiares em Lisboa, Malta e Varsóvia.

Nasceu em Moçambique, Lourenço Marques a 12 de Dezembro de 1951. Foi Professor Universitário nas seguintes Universidade: Lusófona, Moderna, Independente, Autónoma de Lisboa, Santiago de Compostela, na Escola Superior de Educação João de Deus, Escola do Serviço de Saúde Militar, Escola Superior de Design, do IADE, Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Instituto Superior de Tecnologias da Saúde. Trabalhou nos seguintes hospitais: Santa Maria, S. José, Curry Cabral, Capuchos, Santa Marta e Júlio de Matos. Labutou durante anos em exclusão social (sem-abrigos e toxicodependência). É conferencista em mais de 150 eventos científicos, na Europa, EUA, Israel e China.

É autor de diversos artigos científicos como por exemplo: Movimento de corpo, espírito e alma. Educação para a vida. Educação para a morte. A finitude e a infinitude da existência: a demanda da transpessoalidade. O diálogo terapêutico, na animação sociocultural. A linguagem do encontro: O caos das palavras. A influência da televisão na modelagem de comportamentos agressivos na criança. A comunicação como paradigma de relação. Técnicas de relaxamento, meditação e hipnose na saúde/doença. Smart skirting board and cognitive modifiability (Feuerstein): Neuroplasticity and Cognitive Modifiability. Smart skirting board to cognitive estimulation, meditation and Alzheimer. Autobiografia do professor oprimido no teatro do oprimido, etc.

WORKSHOP

Povos, Territórios e Nações

Na visão sistémica do workshop sobre Povos, Territórios e Nações teremos três vertentes a considerar:

A dissociativa (ou diferenciadora), a associativa (ou integradora) e a multidimensional (as relações familiares, sociais e a conceção cultural-simbólica e identitária vinculada a espaços-lugares) que se manifesta no corpo, nas emoções, na cognição, na espiritualidade e na alma.

Nascer num determinado País, pertencer a um povo, conviver num território e assumir a Nação tem implicações sistémicas que modificam o campo energético da família e consequentemente as gerações atuais e posteriores arcam com essa dor (saudade, sofrimento, desenraizamento, exclusão, doenças, etc.).

Os emaranhamentos vividos nesses espaços-lugares (abortos, assassinatos, escravatura, heranças, etc.) têm profundas repercussões a nível pessoal, familiar e para as famílias vindouras.

“Não sou nem ateniense, nem Grego, mas sim um cidadão do mundo” – Sócrates

“Não me encerro nos limites de uma cidade: onde quer que me encontre, sou um estrangeiro” – Aristipo de Cirene in: Xenofonte

Desde a nossa conceção (passagem pelo ventre materno) até ao nosso nascimento, tudo tem uma ordem. Nascemos marcados por uma herança genética, enérgica e sistémica (repletos de memórias da vida intrauterina, de outras vidas, e de traumas familiares que nos são transmitidos de geração em geração). Os incidentes graves que advêm da nossa família atual ou de gerações passadas repetem-se em nós. As memórias traumáticas dissociadas são entregues aos descendentes, de forma inconsciente, sendo uma herança silenciosa. Estas memórias perduram por gerações e têm uma influência significativa na psique do indivíduo. Muitos dos nossos fracassos, vícios, fobias, dores crónicas, doenças psíquicas (psico-espirituais) têm raízes profundas no emaranhamento familiar (a compensação arcaica).

Todas as pessoas têm o direito de pertencer. Este é o princípio de que a energia de vida nunca se perde para a transmissão e manutenção da vida porque está inserida no “campo mórfico/morfogenético” transmitindo as recordações de tudo e de todos com a mesma intensidade porque está ao serviço da sobrevivência do seu sistema.